Qualquer medicamento pode representar risco de doping involuntário
Foto: Reprodução/ Stock.xchng
No início de janeiro a Agência Mundial Anti-Doping divulgou a lista anual de substâncias proibidas no esporte, documento que foi traduzido pela Agência Nacional Anti-Doping (Anad). O presidente da entidade, Thomaz Mathos de Paiva, ressalta que não houve grandes modificações em relação aos anos anteriores, mas fala de alguns cuidados que os competidores precisam ter, principalmente com o doping involuntário.
“Antes de tomar qualquer medicamento, mesmo que simples, o atleta deve consultar um médico do esporte”, alerta Paiva, lembrando que antigripais, xaropes e pomadas também são drogas. Ele diz ainda que até alguns produtos que não são considerados remédios podem conter substâncias proibidas, como é o caso de suplementos alimentares. “Muitas vezes eles têm componentes que não constam na bula”.
A crescente participação do Brasil no esporte mundial, já que será sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, faz com que haja uma maior preocupação com casos de doping involuntário. Paiva acredita que a repetição de uma situação como a do Mundial de Atletismo em Berlim do ano passado, quando diversos atletas brasileiros foram pegos no exame antidoping, pode colocar em risco a posição do Brasil nesses eventos de grande importância internacional.
Para evitar mais problemas desse tipo com os atletas brasileiros, a Anad colocou em prática uma série de ações. “O principal é cuidar do lado educativo, fazemos prevenção, essencialmente com campanhas educativas e testes fora de época de competição”, explica o dirigente.
Mudanças: Thomaz Mathos de Paiva destaca o que mudou e o que continua na lista deste ano.
Pseudoefedrina: a substância está presente em descongestionantes nasais, de uso muito comum no Brasil. Ano passado estava em monitoração e este ano está proibida.
Salmeterol e Salbutamol: presentes em broncodilatadores para tratamento de asma ou bronquite, continuam tendo seu uso liberado, desde que apresentada uma declaração de uso pelo médico. Deve-se observar, no entanto, a dose máxima diária de 1.600 microgramas para a segunda substância.
Blood Spinning: são preparados, ricos em plaquetas, injetados diretamente no músculo para tratamento de lesões. Sua administração, agora, requer uma declaração de uso de acordo com a Norma Internacional para Isenção de Uso Terapêutico.
CERA: medicamento para pacientes com insuficiência renal. Como sua ação aumenta a oxigenação do sangue, é considerado doping e está proibido.
A lista completa pode ser encontrada no site da instituição, o www.wada-ama.org e a versão traduzida no site da Confederação Brasileira de Atletismo, o www.cbat.org.br .